kerolnosanduiche

Imagem

O post demorou mas saiu! Os velhos problemas com a internet de sempre é que causam tantos atrasos nas postagens (não é minha culpa). Enfim, devido ao meu planejamento financeiro deixei pra fazer o passeio pros estúdios onde Harry Potter foi gravado (pelo menos parte dos filmes porque outras locações por toda a Grã-Bretanha foram usadas) por último. Foi uma sábia decisão, principalmente porque o passeio é caro se for somar passagem (£13.70), os ingressos (£28.00 de adultos, sem direito à desconto para estudante), mais £4.50 do áudio-guia, mais £2.00 do shuttle bus que leva você da estação de trem até os estúdios, isso sem contar os souvenirs (que são extremamente caros, mais do que se esperaria por ser um local turístico). Mesmo apesar da exploração, se você conselhe controlar seus impulsos de comprar tudo que o você tem vontade e sempre quis, vale a pena o passeio, MUITO a pena!

Imagem

Os ingressos podem ser comprados no site da atração (www.wbstudiotour.co.uk) e impressos no local antes do horário de entrada (os bilhetes são com hora marcada e geralmente os tours do final de semana se esgotam muito rapidamente). Eu comprei o áudio-guia digital e acabei me arrependendo, porque é tanta informação que você recebe em um lugar assim, que você acaba nem tendo tempo de ouvir o guia. O que vale mais a pena, mas que eu infelizmente não comprei, foi o souvenir guide book.  Os bilhetes de trem também podem ser comprados on-line (www.nationalrail.co.uk).

Todo mundoImagem me pergunta o que a final é esse tour: bom, o que você paga pra ver na verdade são os estúdios onde foram gravados boa parte dos filmes do Harry Potter, as cidades cenográficas, alguns figurinos, alguns elementos da decoração, maquiagem, miniaturas do castelo de Hogwarts usadas nas cenas externas do castelo, as pinturas usadas na decoração (como a da Mulher Gorda), as Horcruxes, varinhas e todo tipo de objeto que se possa imaginar. Também dá pra ver a casa do Harry em Godric’s Hollow, o Knight Bus (que eu não lembro o nome em português agora), as peças de xadrez de bruxo gigantes que apareceram em Harry Potter e a Pedra Filosofal, a Aragogue, a cabeça da Naguini (a cobra do Voldemort), a cidade cenográfica do Beco Diagonal e muitas outras coisas que nem dá pra descrever. Eu voltei pra casa tão tonta e tão empolgada que foi até difícil dormir. Ainda bem que consegui fazer esse passeio, senão ia me arrepender com certeza!

ImagemImagem

Imagem

Além da Magia do Harry Potter (presente em tantos outros lugares como o parque da Disney e as faculdades e bibliotecas por todo o Reino Unido), nos Studios você consegue ter a dimensão da obra de arte que uma equipe de profissionais criou para que o resultado pudesse ser aqueles filmes que podemos ver no cinema. É muito cuidado, zelo com os mínimos detalhes, muito bacana mesmo! Há quem diga que ver os bastidores acabe com a magia do filme, eu penso o contrário, eu vejo a possibilidade da criação de um mundo imaginário tão rico com ingredientes tão reais. Nem preciso dizer que AMEI o passeio né?

Imagem

A viagem pra Alemanha foi minha última grande viagem antes de retornar ao Brasil e foi ótima. O país é lindo, requintado e diferente de tudo que eu imaginei. A vida cultural de Frankfurt parece ser bem agitada, assim como a consciência política do povo. Temos muito o que aprender com os alemães.

Fora as modernidades e características invejáveis de Frankfurt, há também vários tipos de Wurst (linguiça) deliciosas. No sábado, último dia que deu pra aproveitar (porque voltei pra casa no domingo de manhã), fui conhecer pontos estratégicos como uma feira de rua, o Weihnachtensmarkt, o rio Main, que corta a cidade e a ponte onde os apaixonados põem seus nomes nos cadeados e prendem na ponte.

Também conheci um Flohmarkt, onde se vendem coisas usadas e novas (é tipo um mercado de pulgas), e que segundo a Adriana, minha amiga que me recebeu muitíssimo bem e muito gentilmente lá em Frankfurt, os alemães adoram. Conheci também o banco central Europeu e o símbolo do euro.
O passeio foi muito bom, muito legal, eu estava precisando renovar as energias pra me preparar pra reta final e trabalhar o máximo que der ainda antes de voltar!

Ontem cheguei em Frankfurt por volta das 21:00 depois de uma viagem bem tranquila. O agente da imigração já foi carimbando meu passaporte e não tinha fila nenhuma quase. Toda vez que eu passo por Frankfurt eu me lembro de como este aeroporto é GIGANTESCO. A Adriana fez a grande gentiliza de me receber no aeroporto e viemos direto pra casa dela de trem. Tomamos uma cerveja, é claro, conversamos bastante e conheci os filhos dela de quem já ouvia falar há muito tempo.
Hoje, então, foi dia de levar o Rafa (filho mais novo da Adriana) na escola e ir pra universidade onde ela estuda. Lá me deliciei com a biblioteca exclusiva de Literatura Infanto-Juvenil e fiquei horas copiando alguns artigos de livros que são difíceis de achar e muito interessantes pra mim, tudo de bom!

Imagem

Depois fui ao parque com o Rafa enquanto a Adriana estava na aula e no mercado também aqui pertinho. Achei Frankfurt muito charmosa. Os alemães são mais convencionais que os ingleses, pelo menos por enquanto, hehe. Mas a Adriana já me falou que também existe gente fora da casinha aqui (como existe em qualquer lugar do mundo) hehehe. Amanhã provavelmente é dia de ir conhecer o centro de Frankfurt. E hoje à noite é dia de cerveja!!! Tá bem frio e cheio de nevoeiro aqui, então dá pra entender bem porque os alemães tomam cerveja “quente” né? Aliás, tá mais frio que Birmingham ainda, eu acho.

Imagem

Leo, você sempre disse que eu não te menciono no meu blog, mas o mais importante é que você está comigo sempre e que eu não queria estragar a surpresa deste post feito especialmente pra você! Leo hoje completamos 2 anos de amor, cumplicidade, companheirismo, felicidade e de um relacionamento muito muito gostoso! Eu queria te dizer que eu acredito mesmo que você foi um anjo que Deus colocou na minha vida pra me mostrar que o amor vale a pena, apesar dos desafios em um relacionamento a dois. Queria te dizer que com você eu aprendi a ser feliz, a encarar a vida de uma maneira mais tranquila, a saber que cada coisa tem seu tempo. Eu queria te dizer que eu te admiro muito por ser tão trabalhador, por levar a vida a sério sem ser sério demais, por rir nos momentos mais inesperados das situações que já não tem mais jeito (como aquele dia em que perdemos o show do Jack Johnson!) e por fazer cada dia meu mais feliz. Queria te dizer que eu agradeço muito todo o apoio que você me deu pra vir pra cá fazer meu sanduíche, apesar de eu saber que não deve ser fácil pra você, mas mesmo assim em momento nenhum foi egoísta e que encarou toda a situação com muita tranquilidade e me transmitindo muita segurança. Na verdade Leo, o que eu queria te dizer não consigo expressar em palavras, então eu vou tentar resumir dizendo que eu te amo muito, que eu agradeço muito por você fazer parte da minha vida e por estar ao meu lado, principalmente porque eu sei que às vezes eu posso ter um temperamento muito forte. Te amo, gatinho, obrigada por tudo, pelos últimos 24 meses. Que este seja apenas o começo de uma história muito longa, bonita, de cumplicidade e conquistas. Espero que você seja tão feliz ao meu lado como eu sou do seu.

Imagem

Na minha penúltima semana da minha estadia no sanduíche, foi hora de se juntar à excursão da universidade e conhecer Cambridge. A cidade é famosa por suas faculdades e excelência em ensino. Acordei às 6 da manhã para sair às 8:15. A viagem de Birmingham a Cambridge durou cerca de 2 horas e foi bem tranquila.

 
Chegando lá o passeio começou e terminou no Jesus Green, passando por várias Colleges famosas como a Trinity College, a St. John’s College, Clare College, Christ’s College, o Fitzwilliam Museum; além de passear da Trinity Lane, a Market Street e caminhar às margens do River Cam, onde se podem alugar barcos a £10.00 por pessoa por cerca de 1 hora (a gente optou por não fazer isso porque já tinha conhecido toda a cidade praticamente a pé).


A cidade é majestosa, a arquitetura impressionante e a paisagem muito verde, grená e amarela que dão um show à parte no outono. Agora é arrumar as malas e o próximo destino é Frankfurt.

Tá, eu sei que a língua tá errada, mas eu não sei falar gaélico e já tô enjoada do inglês (hum, só pra dizer que sou phyna!) Mentira gente, é que eu acho que nenhuma língua expressa melhor o amor que o francês (por favor, não me apedrejem, essa é minha opinião, vocês são totalmente livres pra achar que não é). Enfim, Dublin é LINDA, as pessoas são muito amáveis (já me ofereceram ajuda várias vezes – eu devo parecer uma perdida de carteirinha mesmo HUAuhAHUHAU).

O dia começou hoje com o café da manhã tradicional irlandês (tá, foi um QUASE tradicional, porque eu não consigo comer chouriço, linguiça e feijão no café da manhã, mas rolou um bacon, um bolinho de batata e ovos mexidos, além do chá inglês e de scoonies – que eu já expliquei o que é em outro post aqui do blog).

Partindo pra conhecer a cidade, peguei aquele ônibus de turismo que eles chamam de hop on-hop off (que você pode saltar no ponto turístico que quiser e depois pegar o ônibus de novo). Conheci vários lugares dessa cidade adorável dentre as quais posso citar: o centro turístico,  o Temple Bar, o Dublin Castle, incluindo a Chester Beatty Library, o Guinness Storehouse (um must go de quem vem aqui!), a Graffon Street, passeio pelo Phoenix Park, fui no National Museu e terminei o dia na Penneys (Primark irlandesa) na O’Connel Street, de onde peguei o ônibus de volta pra hospedagem. Isso tudo eu fiz das 9h às 18h, passeando bastante, tirando muitas fotos e sem parar para comer (só pra tomar uma pint – 500 ml aproximadamente – oferecido no bar com vista panorâmica no último andar da Guinness Storehouse).

A primeira parada que eu fiz foi no centro turístico e na loja Carrolls pra comprar os souvenirs. Fiquei doida na loja com vontade de comprar tudo pra dar de presente pra todo mundo. Infelizmente os problemas de orçamento, e principalmente de espaço, fizeram eu me conter (ou felizmente né). De lá segui pro Dublin Castle, que infelizmente tava fechado, mas a viagem não foi perdida porque nos terrenos do castelo fica uma biblioteca com uma exposição maravilhosa que só deu tempo de dar uma olhada rápida (de 1 hora e meia aproximadamente!). Tirei fotos então do Temple Bar que é ali pertinho e também da prefeitura, que fica bem ao lado. Dando continuidade eu fui pra Guinness Storehouse onde gastei a maior parte do dia pra conhecer o processo de fabricação da Guinness e pra prová-la. De lá, morta de cansada de tanto caminhar, dei uma parada também rápida no fabuloso Museu Nacional com coleções tão diversificadas e ricas que vão desde pratarias, a armas e uniformes de guerra (da independência irlandesa, principalmente), até moedas. Um deslumbre, Depois de tanto andar (o ônibus também para de circular as 18h, eu voltei ao ponto de partida).

Ainda faltaram conhecer vários pontos turisticos, mas infelizmente não vou ter mais muito tempo. Amanhã, entretanto, a Christ Church Cathedral e a St. Patrick’s Cathedral são um must go! São lindas por fora, mas não deu tempo pra visitá-las hoje! Se eu tivesse tempo eu iria também ao zoológico e ao Phoenix Park (que tem 172 hectares oO, maior que o Hyde Park em Londres).

Depois de um mês de trabalho intensivo, é hora de dar uma fugidinha pra um congresso e de quebra conhecer a República da Irlanda, ou melhor, a capital Dublin. A viagem foi tranquila, fora o fato de eu precisar carregar tudo em uma única mochila (imagina o tamanho que a pobrezinha não ficou né!). A Ryanair foi super pontual, achei estranho que, diferentemente de todas as companhias com as quais eu já voei, cada um escolhe o lugar que quer, não é pré-reservado. A fila da imigração para cidadãos não europeus tava bem pequena e o cara da imigração foi super tranquilo, e não foi desagradável (na maioria das vezes eu me sinto uma intrusa). Como o dono do Bed and Breakfast que eu fiquei me deu instruções muito detalhadas, resolvi vir de ônibus mesmo, pra economizar o $$ e fui super tranquilo. Até eu descer do ônibus: como boa desorientada que sou, demorei cerca de 45 minutos pra achar o Bed and Breakfast que fica a menos de 5 minutos do ponto de ônibus oO. Daí fui perguntando até que depois de muito zanzar, resolvi ter a brilhante ideia de cruzar a rua e achei o lugar super fácil.

Imagem

Dublin é um amor, meio parecida com a Inglaterra, por enquanto (inclusive os motoristas dirigem na mão contrária da brasileira também). As pessoas foram realmente amáveis: uma senhora na rua percebeu que eu estava perdida, perguntou se eu queria ajuda, bateu na porta da casa de uma senhora para perguntar o número (porque eu procurava o número 67, mas as casas pulavam de 66 para 68 e o 67 fica no começo da quadra no sentido contrário do bloco). O motorista do ônibus não aguentava mais me ouvir perguntar se eu já tinha chegado no ponto certo, mas mesmo assim me avisou quando eu cheguei.

Imagem

Eu nunca tinha ficado em um Bed and Breakfast antes. O esquema é assim: aqui é uma casa de uma família, mas em uma parte da casa há quartos (muito confortáveis, diga-se de passagem) para hóspedes. É um estilo muito semelhante a uma pousada, na verdade, só o nome que é diferente, eu acho. O dono daqui foi super receptivo, me trouxe pro meu quarto, me ofereceu um chá e além do chá me serviu também tipo um folhado com frutas e geleia (deliciosa) e margarina pra acompanhar. Salvou meu estômago porque eram 18h e eu só tinha o almoço no estômago.

Imagem

Pra terminar a noite fui no Tesco (que igual arroz de festa, tem em tudo quanto é canto no Reino Unido e na Irlanda também) comprar uma jantinha e uns produtos de higiene que não deu pra trazer na mala e agora vou planejar o roteiro de amanhã, que provavelmente deve envolver aqueles ônibus de turismo em que você circula a cidade toda e desce onde interessar.